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Quinta onda de frio atinge o Brasil e derruba temperaturas em pleno inverno

O Brasil enfrenta, nesta semana, a quinta onda de frio de 2025, com temperaturas abaixo da média histórica em diversas regiões. O fenômeno, que atinge principalmente o Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, levanta preocupações sobre os impactos econômicos, o abastecimento energético e a saúde da população.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros já registraram -4,3°C em São Joaquim (SC) e 0°C em cidades do interior de São Paulo, além de geadas que afetam lavouras e o setor agrícola.

O que provoca a quinta onda de frio no Brasil?

As ondas de frio são massas de ar polar que se deslocam da Antártida em direção ao Brasil, provocando quedas acentuadas nas temperaturas. Segundo meteorologistas, este é um fenômeno natural típico do inverno, mas o que chama a atenção em 2025 é a intensidade e a frequência desses eventos.

De acordo com a Climatempo, o deslocamento dessas massas de ar tem sido favorecido por um padrão atmosférico conhecido como Bloqueio Anticiclônico no Pacífico, que impede o avanço de sistemas de alta pressão em direção ao Oceano Pacífico, canalizando o ar frio diretamente para o continente sul-americano.

Além disso, a neutralidade climática no Oceano Pacífico, ou seja, a ausência de fenômenos como El Niño ou La Niña, favorece a entrada recorrente de frentes frias no Brasil.

Dados atualizados confirmam cenário atípico

O Inmet confirmou que, só em 2025, o Brasil já registrou cinco ondas de frio, enquanto a média histórica para o período costuma variar entre duas e três. No Sul do país, cidades como Urupema (SC) e Bom Jardim da Serra (SC) marcaram temperaturas abaixo de -5°C em alguns pontos.

Em São Paulo, a capital paulista viveu a madrugada mais fria do ano, com 7,2°C, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE).

Impactos econômicos da nova onda de frio

O setor que mais sofre com o frio intenso é o agronegócio, especialmente as lavouras de café, hortaliças e frutas sensíveis a geadas.

De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), as geadas já provocaram prejuízos estimados em R$ 1,5 bilhão no setor agrícola apenas nas últimas semanas, com danos expressivos em plantações no interior de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Outro impacto relevante ocorre no consumo de energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alertou para o aumento da demanda por eletricidade devido ao uso de aquecedores e outros equipamentos. Em algumas cidades do Sul, o pico de consumo superou em 12% a média histórica para o mês de julho.

Além disso, especialistas apontam que o frio severo pode afetar o mercado de gás de cozinha, encarecendo o botijão, especialmente nas regiões mais afetadas.

Saúde pública em alerta: riscos para a população vulnerável

As baixas temperaturas também trazem riscos à saúde, principalmente para pessoas em situação de rua, idosos e crianças. Hospitais de campanha e abrigos temporários estão sendo montados em capitais como Curitiba, São Paulo e Porto Alegre, com reforço no fornecimento de cobertores e alimentos.

Segundo o Ministério da Saúde, o frio intenso contribui para o aumento de casos de doenças respiratórias, como gripe, pneumonia e agravamento de quadros de Covid-19. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostram que, durante as últimas ondas de frio, os atendimentos por problemas respiratórios aumentaram em até 40% nos prontos-socorros de grandes cidades.

A recomendação dos especialistas é reforçar a vacinação contra gripe e Covid-19, além de manter ambientes ventilados, mesmo em dias frios, para reduzir o risco de contaminações.

Perspectivas: o frio deve continuar?

De acordo com o Inmet, a quinta onda de frio deve perder força no início da próxima semana, mas novas frentes frias não estão descartadas para o restante do inverno. A tendência é de que o clima siga instável e com temperaturas abaixo da média ao longo de julho e agosto.

Meteorologistas reforçam que o comportamento climático em 2025 segue sendo monitorado, mas o cenário atual exige atenção redobrada de setores como agricultura, saúde pública e infraestrutura energética.

O Climatempo destaca ainda que o frio severo no Brasil está dentro do esperado para um ano de neutralidade climática, mas que a intensidade das massas de ar polar pode ter relação indireta com as mudanças climáticas globais, que tornam os eventos extremos — sejam de calor ou de frio — mais frequentes e imprevisíveis.

A quinta onda de frio no Brasil representa um desafio adicional em um país que, apesar de tropical, sofre os efeitos do inverno rigoroso, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. Os impactos vão além do desconforto térmico e afetam diretamente setores econômicos estratégicos, como o agronegócio e o fornecimento de energia.

É fundamental que a população esteja atenta às orientações dos órgãos oficiais e que governos estaduais e municipais reforcem medidas de proteção para as camadas mais vulneráveis da sociedade.

E você, como tem enfrentado esse frio intenso? Compartilhe sua experiência nos comentários e fique atento às próximas atualizações do nosso portal.

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